sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Transcender

É interessante observarmos que às vezes um problema que pra muitos seria algo insignificante, pequeno e sem importância, pra outros tem um peso emocional imenso que pode fazê-los entrar numa depressão profunda, ter um forte acesso de raiva, de ira, ou uma crise de rebeldia.

Isto ocorre, porque cada pessoa é um ser único, um ser individual, que reage de forma diferente diante das situações. Muitas vezes enlevado, pelo seu histórico de vida, por tudo que já passou, por suas crenças, pelos nós emocionais que abriga em sua alma, enfim, vários são os motivos que levam as pessoas a reagirem desta ou daquela forma diante de uma mesma situação.

Pra lidarmos com isto, é importante fazermos um auto reconhecimento de nós. Conhecer-nos intimamente, buscando em nosso interior as razões que nos levam a reagir de forma diferenciada diante dos fatos que ocorrem em nossas vidas.

Buscando esse conhecimento interior, poderemos muitas vezes sanar problemas mais sérios que nos afligem, com uma profundidade imensa, problemas que podem nos levar a fases turbulentas, transportando assim todo nosso emocional para um mar revolto de emoções e desequilíbrios, que acabam por nos ferir, ferir nosso próximo, e nos faz mal, a ponto de desencadear síndromes emocionais e depressões.

Em contrapartida, ao buscarmos entender a nós mesmos, compreender o que há em nossa alma, muitas vezes percebemos que a reação negativa diante daquele problema nada mais é que um reflexo de uma situação anterior, semelhante a que se repete agora e que foi mal resolvida.

Uma situação que ficou pendente, que foi mal digerida, ou que não nos satisfez, deixando frustrações e mágoas em nossa existência.

Pode ser algo que deixou marcas profundas de sofrimento e dor, ou uma grande tristeza e sensação de abandono, impotência diante dos fatos; mas isso não significa que precisamos, ao vivenciar uma situação parecida, sentir tudo novamente.

A vida está em constante mudança. Mudamos a cada minuto, as situações, os padrões e comportamentos sociais, tudo muda, a todo instante, então, mesmo que tenhamos no passado, vivenciado de forma dolorosa uma determinada situação, mesmo que ela venha a se repetir hoje, não precisamos sentir a mesma coisa.

Pra tanto precisamos nos colocar de forma diferente diante dos fatos, buscar em nossa fé, em nossa consciência, e em nosso amor próprio, uma forma de suportar, ou melhor, de transcender o problema, para que o fato ocorrido, ao invés de nos machucar, nos fortaleça e nos prepare cada vez mais pra vida, que é sempre recheada de grandes desafios, que por vezes teimam em querer nos ferir. Mas ao mesmo tempo nos burila, assim como a um diamante bruto, que se vê lapidado, pra que possa brilhar e ser mais valorizado.

Busquemos então, esse autoconhecimento, como forma de defesa, e como forma de aperfeiçoamento, pra que sejamos sempre, melhores do que fomos anteriormente, e assim consigamos a todo instante expandir nossa essência, crescendo como seres humanos.

Muita Paz a Todos!



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Casamento e Liberdade


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo...

- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.

- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse: 

- Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... 

Se quiserem que o amor entre vocês perdure... voem juntos... mas jamais amarrados.

(Lenda Indígena – Fonte: Internet)

Realmente esta lenda retrata uma das grandes verdades da vida. O amor deve ser livre e puro, sem intenções dominadoras, pois, quando é sufocado por controle excessivo, por cobranças e ciúmes doentios, começa a definhar e acaba por se tornar um sentimento destrutivo.

Diz o TAO* que: “Quem prende solta e quem solta prende”.

É claro que falar é muito mais fácil do que viver as situações. Geralmente quando amamos alguém, temos momentos de insegurança, medo de perder, de ser esquecidos.

Deste modo, com o pretexto de cuidar do que é “nosso”, ficamos controladores, possessivos e intransigentes.

Mas será que podemos perder o que não nos pertence?

Ninguém é de ninguém. Se temos alguém ao nosso lado é porque nos fazemos bem mutuamente, e não porque somos sua propriedade.

A liberdade é inerente ao ser humano, quando tentam cerceá-la, nos sentimos tristes, oprimidos e buscamos fugir, voar para longe.

E caso a prisão resista, ficamos agressivos, e podemos até machucar. O que denota claramente que não há amor na relação.

Uma união de amor verdadeiro, puro, é aquela onde as pessoas se respeitam, aceitam a outra como ela é, almejam vê-la feliz.


Assim, nada farão que possa entristecê-la, nem mesmo aprisioná-la em nome do Amor.

Que todos possam aprender a viver relações construtivas, baseadas no caminhar lado a lado, mas com cada um trilhando seu caminho, com suas próprias escolhas, serem amigos, parceiros, cúmplices e não algozes dominadores e escravos.

O amor é o sentimento mais poderoso que existe, mas ele só é real quando baseado no engrandecimento das almas e não na limitação do direito de ser quem somos.

Sejamos verdadeiros com nossa essência e deixemos que o outro também o seja. E assim voando lado a lado descobriremos as maravilhas deste mundo de oportunidades e sensações.

Bom vôo a Todos!



*TAO – Filosofia Taoísta (Taoísmo), fundada por Lao Tsé. - Filosofia Oriental.
O conceito de Tao é algo que só pode ser apreendido por intuição. É algo muito simples, mas não pode ser explicado. É o que existe e o que inexiste.
O Tao é o Caminho da espontaneidade natural. É o que produz todas as coisas que existem. É o modo de caminhar espontâneo que dá às coisas a sua perfeição.
(Fonte: Wikipédia)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dance pela Vida para espantar a Solidão

Solidão é estar fechado em si mesmo.
Muitas vezes nos queixamos de estar só, algumas pessoas ficam bastante entristecidas e chegam a crises profundas de depressão porque se acham sozinhas e abandonadas.

É claro que em casos mais graves como estes é necessária ajuda externa através de terapias, acompanhamentos e até remédios.

Mas no princípio, quando a solidão incomoda, mas não é intensa, podemos e devemos intervir.

A solidão surge quando não nos acolhemos, quando não nos apoiamos, quando não nos bastamos.
Sabemos que evoluímos em conjunto, que os relacionamentos humanos são ferramentas pra essa evolução.

Entretanto, ele se processa individualmente, ou seja, ao cuidarmos de nós e ficarmos melhores como pessoas, automaticamente estaremos gerando ações melhores para com o mundo e os outros e assim colaborando com a evolução do todo.

Assim sendo, devemos estar sempre atentos a quem somos no intimo e procurar nos amar, nos apoiar, sermos nossos próprios amigos e não esperar que as outras pessoas nos dêem seu apoio, compreensão e consideração.

Os outros participam de nossa vida como nós da deles, mas como complemento. A base, a parte elementar para nosso bem estar deve ser nutrido em nós, por nós mesmos.

Quando estamos equilibrados e em paz conosco, nossa alma parece ter tentáculos, assim como um grande polvo. 

São terminações que nos possibilitam transitar pela vida, vivendo relacionamentos que contribuem para o nosso caminhar.

Cada tentáculo se liga, sem dependência, ao tentáculo do outro ser e assim há troca de sentimentos, emoções e experiências.

Caso a relação passe a ficar tumultuada e nos fazer mal, o natural é que encolhamos nosso tentáculo para nos resguardar. E assim vamos dançando pela vida, abraçando a todos que passam por nós. Ora envolvendo, ora largando.

Há vários tipos de relacionamentos, em alguns damos apenas um aperto de mão, outros abraçamos forte, muitos só acenamos, e com outros nos entrelaçamos intimamente, mas devemos sempre nos manter livres, sem dependência.

Contudo, para nos mantermos aberto as relações, sem nos aprisionar, devemos estar equilibrados, e para tanto nossa auto estima deve ser cuidada, precisamos nos apoiar, nos amar.

Quando não conseguimos nos sentir, ou seja, sentir a nossa alma, nos amar, ser nosso melhor amigo, ficamos inseguros e começamos a depender do outro para nos apoiar, nos dar amor, enfim nos carregar pela vida.

Nessa situação os tentáculos de nossa alma estão atrofiados, não conseguimos dançar, fluir, pelo mar dos relacionamentos.

Arrastamos-nos e quando encontramos alguém que nos apóie colamos nele e passamos a sugar sua energia, sua consideração, seu amor.

Desta forma, nos tornamos tão dependentes que acreditamos que morreremos sem sua presença. Nesta fase quase sempre estamos fixados há poucas pessoas, dependendo da consideração e aprovação delas para sermos felizes.

E nesta dependência, nos grudamos de tal forma a essas pessoas que não conseguimos fazer contato com mais ninguém.

Deixamos passar experiências importantes para nosso crescimento, e para que estejamos mais nutritivos para nossa vida e nossas relações. Vamos assim, ficando vazios, sem graça, sem atrativos.

Às vezes vivemos uma relação assim, dependente, por anos e se a pessoa em questão também está desta forma, um suprime as necessidades do outro embora seja uma relação sem entusiasmo, sem a verdadeira felicidade, e cheia de cobranças.

Mas quando um dos seres abre os olhos e percebe que pode viver de forma mais intensa. E assim começa a ter mais auto estima, passando a se apoiar e não depender mais da aprovação do outro, normalmente esta pessoa tenta mostrar isto a outra, mas se não for compreendido, se sentirá sufocado e partirá.

Neste momento, é quando a solidão invade. O auto abandono dói, e é preciso reagir.

Mas a reação deve vir de dentro. Abrir os braços, perceber as pessoas a sua volta, mesmos as distantes ou aquelas que simplesmente passam por nós.

É preciso acima de tudo começar a se bastar. Não precisar que o outro lhe dê amor, apoio e carinho. Nós é que devemos nos dar isto. O que vier do outro deve ser um complemento, um presente e não uma obrigação.

Devemos ser uma pessoa nutritiva, uma pessoa que atraia os outros pelo seu jeito apetitoso de ser. Assim as pessoas sentirão prazer em conviver conosco.

Abramos nossos braços, dancemos com todos, a maravilhosa valsa da vida. Algumas vezes viveremos relações corriqueiras, outras mais profundas, mas neste bailar, nunca nos sentiremos só, porque estaremos conosco, ao nosso lado, para o que der e vier.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Rei e o Mendigo

Certa vez, um mendigo estava andando com um prato de arroz na mão, quando de repente parou ao seu lado o rei daquele lugar.

O Rei pediu para o mendigo um pouco do seu arroz.

O mendigo então olhou para o Rei e pensou: - Ele pode ter de tudo o que quiser. E foi bem mesquinho. Pegou um único grão de arroz e deu ao Rei.

O Rei, então, fechou o grão dentro da mão do mendigo tocou seu cavalo e foi embora.

Quando o mendigo abriu a mão, levou um susto. O grão de arroz havia se transformado em uma pepita de ouro.

Neste momento, o mendigo olhou para o prato de arroz e saiu correndo atrás do Rei, dizendo: - Por favor, Majestade, pare. Eu mudei de idéia, tome mais do meu arroz.

Então o rei disse: - Não. Você já recebeu tudo aquilo que colocou na vida, de bom grado e de bom Coração.

O que se recebe da vida é aquilo que nela se coloca primeiro, nem mais nem menos. "É lei".

(Desconheço o autor. Se alguém souber, favor avisar-me, para colocar os créditos)

Realmente, a vida é um eco. Ela nos manda de volta aquilo que emitimos.
Por isso é necessário que estejamos sempre atentos ao que estamos plantando. Essa escolha é nossa.

Se a cada passo que damos, parássemos por um instante, e avaliássemos o que estaremos atraindo ao ir nessa direção, poderíamos evitar alguns enganos desastrosos, ou mesmo amenizar reações negativas que viriam de escolhas duvidosas.

É claro que essa avaliação não é fácil. Muitas vezes, não temos a menor idéia de que nossas ações estarão gerando reações ruins. Mas em alguns casos, é válido, parar e se questionar, ou mesmo ouvir o que a vida nos diz, pois ela fala conosco através de experiências similares, exemplos de outros casos semelhantes ao nosso, ou mesmo através de pessoas que nos querem bem.

Quem vive sempre com boa vontade, com o desejo sincero de acertar, de estar no caminho correto, no caminho do bem, sempre é assessorado por seres espirituais, a nos intuir sobre o melhor caminho a seguir.

O que plantamos, colheremos. É dando que se recebe.

Ditados tão populares e máximas tão verdadeiras.

Que saibamos utilizá-los em nosso dia a dia, para o bem de Todos.

Plante sempre Amor, e viva numa terra de Bênçãos!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Ah! Se os Pais soubessem...

Ah! Se os pais soubessem o quanto são importantes...

Não viveriam a sombra das mães,
Acreditando serem meros coadjuvantes na vida de seus filhos.

Participariam intensamente e desavergonhadamente de todos os momentos.

Momentos especiais, outros nem tanto...
Momentos corriqueiros, de uma rotina cansativa, porém tão necessária...

Dariam de mamar sem se preocupar com o golfo...
Trocariam fraldas mesmo que tivesse que tampar o nariz...

Levariam para a escola só pra receber o beijo de despedida...
Participaria da reunião com o professor só pra conhecer seu filho um pouco mais...

Levaria seu filho e seus amiguinhos para a festa, só pra ser o “tio bonzinho”, amigo de todos...
Mas sempre atento as suas companhias...

Conversaria sobre tudo, deixando de lado velhos padrões enraizados e respeitando o jeito de ser do seu filho...
E assim, ao atingir uma cumplicidade sincera, usaria o espaço, para orientar sobre os perigos da vida...

Apoiaria na hora de escolher uma profissão...
Sem impor seus gostos pessoais...

O acompanharia até o altar...
Mas não sem antes, lhe mostrar os verdadeiros valores de uma família...

Seria amigo, acima de tudo...
Parceiro, cúmplice, companheiro de jornada...

Ah! Se os pais soubessem o quanto são importantes...


Feliz Dia dos Pais!!!

sábado, 31 de julho de 2010

A Língua é uma Faca Afiada

A faca pode cortar o alimento para que possamos comê-lo e nos manter vivos, mas também pode ferir e matar.

Assim, se nossa lìngua é semelhante a uma faca afiada, é necessário que estejamos sempre atentos ao que falamos.

As palavras podem incentivar, orientar e acalentar, assim como podem criticar, desmotivar, ofender e machucar.

E uma vez proferida, os seus efeitos, da mesma forma que uma flecha lançada, são inevitáveis.

Além do que falamos, devemos prestar atenção também em “como” falamos, pois muitas vezes é necessário que falemos algo contrário ao que as pessoas esperam.

Há equívocos que precisam ser pontuados, mas o que devemos notar é a intenção do equivocado.

Ou seja, devemos dizer o que pensamos ou o que é mais correto, para as pessoas que estão fazendo coisas desastrosas e absurdas, entretanto muitas vezes esta pessoa não está fazendo por mal, e sim por ignorância, por não saber o que é certo. Neste caso, esta pessoa não merece que falemos de forma grosseira e recriminatória.

Podemos falar com firmeza, mas também com carinho, servindo de orientador para seu engano, e não de juiz ferrenho a condenar.

Podemos dizer uma mesma coisa de diversas formas. E cada situação exige um modo diferente.

Então sejamos um camaleão a buscar a forma adequada a cada caso para falar o que se faz necessário.

Com certeza, a pessoa ao ouvir o que precisa, mas de forma mais próxima ao seu jeito de ser, se abrirá para avaliar sua conduta e o efeito será mais produtivo do que se nossas palavras se assemelharem a um trator a atropelá-las.

Que saibamos dizer o que queremos, o que pensamos e o que é necessário, mas da forma mais adequada e eficaz possível.

Boa Comunicação a Todos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sopa de Legumes e a Vida

O que dá gosto a vida é a diversidade de opiniões e sabores.

O que seria de uma sopa de legumes, se colocássemos somente batatas?

Ora, seria uma sopa de batatas, que por mais gostosa que estivesse não nos saciaria o paladar e não nos nutriria com todas as proteínas necessárias ao nosso corpo.

Mas se acrescentássemos abóbora, chuchu, beterraba, aipo, mandioquinha, cenoura, couve, brócolis e outros tantos legumes possíveis; além de obter uma sopa muito mais saborosa, com certeza seria também mais nutritiva, devido a grande variedade de nutrientes encontrados nela.

O que devemos entender é que essa sopa é tão nutritiva e saborosa assim porque nenhum dos legumes está em quantidade muito superior aos demais.

É claro que há diferenças de quantidades entre eles, assim como uns tem sabor mais intenso que os outros.

Entretanto não há diferenças “exageradas” entre eles. O cozinheiro não colocará 10 quilos de batatas e 200 gramas dos demais legumes, por que assim continuará sendo somente uma sopa de batatas apesar de alguns ingredientes diferentes.

Ao fazer uma suculenta sopa de legumes o cozinheiro dosa a quantidade precisa de cada vegetal para que o equilíbrio entre eles seja perfeito.

Assim, Deus nosso “Cozinheiro-Criador” nos colocou no grande caldeirão da vida.



Somos os legumes que compõe a grande sopa. Cada um tem seu valor e cada um tem sua intensidade de sabor.

Ao entendermos que perante Deus somos iguais, passaremos a respeitar os outros, mesmo que suas opiniões divirjam totalmente da nossa.

E ao invés de rebater essas idéias contrárias gerando atrito, procuraremos intensificar o “nosso sabor”.

Se acreditamos que o que pensamos está certo, não adianta tentar fazer os outros pensar assim na marra.

Devemos sim, fazer o sabor de nossas idéias serem notadas na grande sopa, mas não através de argumentos e sim através do exemplo.

Quando ao invés de somente falar, passarmos a vivenciar nossa forma de pensar, com certeza ela será notada com mais clareza pelos demais e assimiladas por aqueles que estiverem em condição de absorvê-las.

Da mesma forma que devemos nos inspirar no exemplo de pessoas que têm condutas que poderão contribuir para nosso crescimento.

Enfim é uma grande troca de experiências e lições de vida, onde nada fala mais alto que o exemplo.

Sejas Feliz!