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sábado, 7 de agosto de 2010

Ah! Se os Pais soubessem...

Ah! Se os pais soubessem o quanto são importantes...

Não viveriam a sombra das mães,
Acreditando serem meros coadjuvantes na vida de seus filhos.

Participariam intensamente e desavergonhadamente de todos os momentos.

Momentos especiais, outros nem tanto...
Momentos corriqueiros, de uma rotina cansativa, porém tão necessária...

Dariam de mamar sem se preocupar com o golfo...
Trocariam fraldas mesmo que tivesse que tampar o nariz...

Levariam para a escola só pra receber o beijo de despedida...
Participaria da reunião com o professor só pra conhecer seu filho um pouco mais...

Levaria seu filho e seus amiguinhos para a festa, só pra ser o “tio bonzinho”, amigo de todos...
Mas sempre atento as suas companhias...

Conversaria sobre tudo, deixando de lado velhos padrões enraizados e respeitando o jeito de ser do seu filho...
E assim, ao atingir uma cumplicidade sincera, usaria o espaço, para orientar sobre os perigos da vida...

Apoiaria na hora de escolher uma profissão...
Sem impor seus gostos pessoais...

O acompanharia até o altar...
Mas não sem antes, lhe mostrar os verdadeiros valores de uma família...

Seria amigo, acima de tudo...
Parceiro, cúmplice, companheiro de jornada...

Ah! Se os pais soubessem o quanto são importantes...


Feliz Dia dos Pais!!!

sábado, 22 de maio de 2010

Para Meu Grande Amor

Hoje é o aniversário de meu maridão, por isso quero aqui publicamente agradecer seu companheirismo, cumplicidade e acima de tudo seu Amor... (e outras coisitas mais, que não convém aqui comentar rs rs).

Espero que ele seja sempre muito feliz, pois sei que quanto mais feliz e realizado ele estiver mais coisas boas nós (eu e meus filhotes) viveremos ao seu lado.

Parabéns Meu Amor, Meu Amigo, Meu Amante...

Obrigada pelo filhos maravilhosos que fizemos juntos e por todos os momentos que passamos lado a lado.


Para o Meu Amor

Há determinados instantes
Que a vida nos transporta
Para um mundo de sonhos
Aonde nada importa

Um mundo mágico
Sem dor ou tristeza
Com sensações intensas
E profunda beleza

Neste lugar, só existe alegria
Sofrimento? Nunca há
E sabe por que é assim?
Porque você esta lá!

(Poesia escrita em 05/09/90, dois meses após conhecer meu grande amor)

sábado, 8 de maio de 2010

Mãe



A ti ofereço...

Flores, Doces e Amores...
Laços, Fitas e Abraços...
Beijo, Colo e Cheiro...
Folia, Saúde e Alegria...
Eterno, Amor Materno...
Pois, Tu és...
Sorriso, Encanto, Flor...
Aconchego Divino, Puro Amor!!!




Um Grande Abraço a Todas as Mães!!!

Que Deus as abençõe!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A gente se acostuma


A gente se acostuma a fazer tudo igual
Como se os gestos e atitudes de cada indivíduo
Fosse o parâmetro para julgá-lo normal
Mas esse é o grande perigo.

Não somos iguais, somente semelhantes
E ao nos nivelarmos e moldarmos
Estamos enrijecendo nosso semblante
E pior ainda, nos tirando o direito de sermos.

Sermos quem somos, sem medos e angustias
Tendo prazer em demonstrar o que se sente
Jogando-se na vida de corpo e alma, sem renuncia
Vivendo intensamente o momento presente.

Cada ser é único e ao mesmo tempo um grande universo
Vive a dor e a alegria, o desgosto e a realização
Uma galáxia de emoções, com frente e verso,
Reflexo do amor de Deus nutrindo a Criação.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

As águas de um Ribeiro

As águas de um ribeiro
No borbulhar da nascente
Avolumam-se pra formar
Em seguida uma corrente

Sobre seu leito a correr
Vejo a beleza da vida
De quem corre pra vencer
Por caminhos tortuosos
Mas sempre vitoriosos
Na estrada do viver

Acho isso muito sério
Até parece mistério
Tal qual a vida da gente

E como o poeta que escreve o que sente
O ribeiro continua
Com seu borbulhar inocente
O caminho a percorrer

Deslizando entre as pedras
Derrubando as barreiras
O ribeiro segue em frente
Na sua luta incansável
Pra não se deixar morrer

Assim como na vida da gente
Que durante o caminho
Entre quedas e tropeços
Acompanhados ou sozinhos
Sempre levantamos a cabeça
E lutamos bravamente
Assim como a corrente
Pra conseguirmos vencer

E o ribeiro continua
Seu trajeto, sem parar
Num borbulhar comovente
Uma cantiga pra se amar.

(Poesia de 29/07/89, escrita em parceira com Mauricio D.M. e Sarita.S.)

Dedico a todos que seguem o exemplo do rio e segue sempre adiante não desistindo de buscar a sua felicidade.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sem inspiração

Sentei pra escrever...
Mas em nada pensei...

Talvez nada haja pra ser dito
Ou tudo já esteja entendido

O além se faz distante, ausente...
O aquém já não satisfaz, é pouco...

Na verdade,
Quem somos agora é o que importa...

Mas não o que se diz
E sim o que se sente.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Meu Pai

Hoje acordei particularmente saudosa. O peito chega a doer.
Faz certo tempo que não sentia essa saudade mais intensa do meu Pai.

Quando alguém já partiu há muito tempo, como é o caso dele (faz 29 anos), a saudade se acomoda, fica quietinha dentro do peito, e só aparece mais forte quando algum fato remexe o passado.

Mas mesmo adormecida ela esta lá dentro do peito, pronta pra aflorar a qualquer lembrança que surge. Pois o amor permanece vivo, pulsando dentro do peito.

Hoje acordei assim, sentindo mais sua falta... Então resolvi fazer-lhe um carinho. Estarei postando uma pequena poesia que escrevi um tempo depois de sua partida, quando eu tinha 14 anos.

Perdoe-me a simplicidade das frases e rimas, mas na época, foi uma das formas que encontrei para falar da sua falta. E de certa forma, reforçar o amor que tenho por ele.
Te Amo Pai.

Pai

Ouço ao longe uma canção
Que me fala de você
E me traz a dor da solidão
Pois sem você aqui tudo é triste...
Como dói o coração

Que saudades, meu pai
De seu riso amigo
De seu olhar compreensivo
De sentir que estás comigo

Que vontade de ouvir agora
Uma daquelas suas histórias
De caçadas e pescarias
Ah! Como eu ria quando as ouvia

Muitas coisas que você dizia
Eu não entendia
Mas agora compreendo
Pois estou sentindo e vendo
Que em nossa vida
A dor é doida,
A felicidade sentida
E a morte morrida.

(Poesia escrita em 29/11/83, dois anos depois da morte de meu pai. No momento que escrevi, ouvia a música “Pai” do Fábio Jr.)