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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Vagalume e a Serpente

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
 Este fugia rápido da feroz predadora, e a serpente não desistia.
Primeiro dia, ela o seguia.
Segundo dia, ela o seguia...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e falou à serpente:
- Posso te fazer três perguntas?
- Não estou acostumada a dar este precedente a ninguém, porém, como vou te devorar, podes perguntar contestou a serpente.
- Pertenço a tua cadeia alimentícia? Perguntou o Vagalume.
- Não, respondeu a serpente.
- Eu te fiz algum mal? Diz o vagalume.
- Não, tornou a responder a serpente.
- Então por que queres acabar comigo?
- Porque não suporto ver-te brilhar.

Conclusões:

Muitas vezes nos envolvemos em situações nas quais nos perguntamos: Por que isso me acontece se não fiz nada de mal, nem causei dano a ninguém?
Certamente a resposta seria: Porque não suportam ver-te brilhar... !
Quando isso acontecer, não deixe diminuir seu brilho.
Continue sendo você mesmo, segue fazendo o melhor!
Não permita que te lastimem, nem que te retardem.
Segue brilhando e não poderão tocar-te... porque tua luz continuará intacta.
Tua essência permanecerá, aconteça o que acontecer...
Seja sempre autêntico, embora tua luz incomode os predadores!


(Fonte da História e Imagem: Internet)

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Sussurro do Coração

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
- Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:
- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
 Por fim, o pensador conclui, dizendo:

- Quando vocês discutirem, não deixe que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Mahatma Gandhi


Esta é uma grande verdade, mas a maioria das pessoas teima em não se perceberem como causadores de suas próprias dores, ou seja, sempre responsabilizam o outro pela distancia, pela intolerância e pela intransigência. Sem se dar conta de que quando um não quer... dois não brigam.

Desta forma, mesmo que outro esteja numa fase ruim, chateados conosco, nos tratando de forma áspera e grosseira, mesmo assim, podemos nos posicionar de forma a estabelecer condições pra nos entendermos.

As mágoas, diferenças e distancia só se fazem aumentar quando não abrimos nosso relacionamento para o dialogo sincero, mas com respeito e acima de tudo com o propósito de ouvir e compreender o outro.

Mesmo em casos críticos onde o relacionamento está bastante desgastado, é importante que se converse de coração pra coração, pois somente assim perceberemos o que ainda existe entre as pessoas.

Muitas vezes, podemos ter grandes surpresas ao ouvir o que o outro tem pra nos dizer e também ao falar o que nos vai à alma.

Muitos relacionamentos entram em crise e até terminam pelo simples fato das pessoas não se conhecerem mais, não se sentirem, não se ouvirem, passam a serem dois estranhos.

Vivem juntos, mas perderam a intimidade... Intimidade de alma, ideais, sonhos... E nestes casos, se ainda há amor, carinho, amizade, é possível resgatar a cumplicidade e o companheirismo.

E ao fazer este balanço, abrindo o coração ao outro, caso se descubra que o sentimento já não é o mesmo, que os dois, ou apenas um já não sente o mesmo amor de antes, também neste caso, será melhor que se falem e decidam o que fazer em comum acordo, pra que as feridas possam ser menores.

Afinal, um término de relação, quando é uma decisão unilateral sempre gera dor e mágoa, por isto, quanto antes se resolverem menos atrito e agressões ocorrerão.

E creiam que muitas vezes o fim não era eminente, ele só se concretizou devido a distancia que surgiu e que foi fermentada, por orgulho, por expectativa, ou por omissão.

Esperamos sempre que o outro nos compreenda, que adivinhem o que queremos e que se coloque a disposição de nossas vontades. Em contrapartida, ele também espera isto de nós.

Desta forma, ao invés de um jogo claro, limpo, sincero, fica um joguete de cobranças e mágoas quando o outro não percebe o que esperávamos que ele fizessem, e então ressentidos, também não nos esforçamos para perceber o que ele espera de nós, e também não correspondemos a suas expectativas, frustando-o.

Os relacionamentos entre casais ou mesmo de amizade, não devem ser baseados em servilismo, ninguém tem que fazer nada para ninguém. Mesmo havendo amor sincero. O amor nutre a alma, e tudo que façamos por quem amamos deve ser espontâneo, e não obrigação. Não podemos depender do outro pra ser feliz e satisfazer nossos anseios. Devemos ser plenos, completos, nos amar e realizar por nós o que queremos e precisamos pra ser feliz, e ai então compartilhar estas realizações com quem amamos.

Demonstrar amor e agir de forma a presentear o outro com algo bom, deve ser conseqüência da felicidade e bem estar que o amor sentido gera em nós, e não elemento do qual o outro dependa pra continuar vivendo.

O amor possui uma força incalculável que se bem usada é capaz de realizar grandes conquistas e gerar bem estar a todos que dele se alimentar, mas não nos esqueçamos que o amor não traz a dor, o que machuca é na realidade a falta de amor ou a ilusão que nos faz tratá-lo de forma materialista, com cobranças e dependências, e não de forma sublime e espiritual.

Que todos sintam o amor singelo que nutre a alma sem apego e gera bem estar independente da atitude do outro, pois somente assim estaremos nos aproximando um milímetro que seja do amor ensinado por Cristo.

Muita Paz!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Casamento e Liberdade


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo...

- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.

- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse: 

- Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... 

Se quiserem que o amor entre vocês perdure... voem juntos... mas jamais amarrados.

(Lenda Indígena – Fonte: Internet)

Realmente esta lenda retrata uma das grandes verdades da vida. O amor deve ser livre e puro, sem intenções dominadoras, pois, quando é sufocado por controle excessivo, por cobranças e ciúmes doentios, começa a definhar e acaba por se tornar um sentimento destrutivo.

Diz o TAO* que: “Quem prende solta e quem solta prende”.

É claro que falar é muito mais fácil do que viver as situações. Geralmente quando amamos alguém, temos momentos de insegurança, medo de perder, de ser esquecidos.

Deste modo, com o pretexto de cuidar do que é “nosso”, ficamos controladores, possessivos e intransigentes.

Mas será que podemos perder o que não nos pertence?

Ninguém é de ninguém. Se temos alguém ao nosso lado é porque nos fazemos bem mutuamente, e não porque somos sua propriedade.

A liberdade é inerente ao ser humano, quando tentam cerceá-la, nos sentimos tristes, oprimidos e buscamos fugir, voar para longe.

E caso a prisão resista, ficamos agressivos, e podemos até machucar. O que denota claramente que não há amor na relação.

Uma união de amor verdadeiro, puro, é aquela onde as pessoas se respeitam, aceitam a outra como ela é, almejam vê-la feliz.


Assim, nada farão que possa entristecê-la, nem mesmo aprisioná-la em nome do Amor.

Que todos possam aprender a viver relações construtivas, baseadas no caminhar lado a lado, mas com cada um trilhando seu caminho, com suas próprias escolhas, serem amigos, parceiros, cúmplices e não algozes dominadores e escravos.

O amor é o sentimento mais poderoso que existe, mas ele só é real quando baseado no engrandecimento das almas e não na limitação do direito de ser quem somos.

Sejamos verdadeiros com nossa essência e deixemos que o outro também o seja. E assim voando lado a lado descobriremos as maravilhas deste mundo de oportunidades e sensações.

Bom vôo a Todos!



*TAO – Filosofia Taoísta (Taoísmo), fundada por Lao Tsé. - Filosofia Oriental.
O conceito de Tao é algo que só pode ser apreendido por intuição. É algo muito simples, mas não pode ser explicado. É o que existe e o que inexiste.
O Tao é o Caminho da espontaneidade natural. É o que produz todas as coisas que existem. É o modo de caminhar espontâneo que dá às coisas a sua perfeição.
(Fonte: Wikipédia)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Rei e o Mendigo

Certa vez, um mendigo estava andando com um prato de arroz na mão, quando de repente parou ao seu lado o rei daquele lugar.

O Rei pediu para o mendigo um pouco do seu arroz.

O mendigo então olhou para o Rei e pensou: - Ele pode ter de tudo o que quiser. E foi bem mesquinho. Pegou um único grão de arroz e deu ao Rei.

O Rei, então, fechou o grão dentro da mão do mendigo tocou seu cavalo e foi embora.

Quando o mendigo abriu a mão, levou um susto. O grão de arroz havia se transformado em uma pepita de ouro.

Neste momento, o mendigo olhou para o prato de arroz e saiu correndo atrás do Rei, dizendo: - Por favor, Majestade, pare. Eu mudei de idéia, tome mais do meu arroz.

Então o rei disse: - Não. Você já recebeu tudo aquilo que colocou na vida, de bom grado e de bom Coração.

O que se recebe da vida é aquilo que nela se coloca primeiro, nem mais nem menos. "É lei".

(Desconheço o autor. Se alguém souber, favor avisar-me, para colocar os créditos)

Realmente, a vida é um eco. Ela nos manda de volta aquilo que emitimos.
Por isso é necessário que estejamos sempre atentos ao que estamos plantando. Essa escolha é nossa.

Se a cada passo que damos, parássemos por um instante, e avaliássemos o que estaremos atraindo ao ir nessa direção, poderíamos evitar alguns enganos desastrosos, ou mesmo amenizar reações negativas que viriam de escolhas duvidosas.

É claro que essa avaliação não é fácil. Muitas vezes, não temos a menor idéia de que nossas ações estarão gerando reações ruins. Mas em alguns casos, é válido, parar e se questionar, ou mesmo ouvir o que a vida nos diz, pois ela fala conosco através de experiências similares, exemplos de outros casos semelhantes ao nosso, ou mesmo através de pessoas que nos querem bem.

Quem vive sempre com boa vontade, com o desejo sincero de acertar, de estar no caminho correto, no caminho do bem, sempre é assessorado por seres espirituais, a nos intuir sobre o melhor caminho a seguir.

O que plantamos, colheremos. É dando que se recebe.

Ditados tão populares e máximas tão verdadeiras.

Que saibamos utilizá-los em nosso dia a dia, para o bem de Todos.

Plante sempre Amor, e viva numa terra de Bênçãos!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Jovem Rapaz e a Estrela do Mar



Um homem sábio fazia um passeio pela praia, ao alvorecer.
Ao longe, avistou um jovem rapaz que parecia dançar ao longo das ondas.
Ao se aproximar, percebeu que o jovem pegava estrelas do mar da areia e as atirava suavemente de volta à água.
E então o homem sábio lhe perguntou:

“O que você está fazendo?”
“O sol está subindo e a maré está baixando: se eu não as devolver ao mar, irão morrer.”
“Mas, meu caro jovem, há quilômetros e quilômetros de praias cobertas de estrelas do mar... Você não vai fazer qualquer diferença.”

O jovem se curvou, pegou mais uma estrela do mar e atirou-a carinhosamente de volta ao oceano, além da arrebentação das ondas.
E retrucou:

“Fiz diferença para essa aí.”

A atitude daquele rapaz representa alguma coisa de especial que existe em nós.
Todos fomos dotados da capacidade de fazer diferença.
Cada um de nós pode moldar o próprio futuro.
Cada um de nós tem o poder de ajudar nossos semelhantes a terem um futuro melhor.

Visão sem ação não passa de um sonho.
Ação sem visão é só um passatempo.
Visão com ação pode mudar o mundo.

(Uma história inspirada em Loren Eiseley – Joel Arthur Barker)

Às vezes queremos reformar o mundo, consertar as pessoas a nossa volta, como se fossemos perfeitos e tivéssemos o controle absoluto das coisas da vida.

Entretanto, acabamos desiludidos, pois é muita pretensão nossa crer que detemos a sabedoria universal e que podemos moldar as pessoas e as situações a nosso bel prazer.

A vida segue seu rumo mediante a ação de cada um de nós, espontaneamente, de forma livre... Não cabe a nós decidir o que os outros devem fazer, mas sim cuidar de nossas próprias escolhas. Fazemos a diferença com nossas ações e crenças.

Desta forma, é válido observarmos o que estamos fazendo de bom, por nós e pela vida, pois é fácil cobrar os outros... o difícil é enxergar nossas falhas, corrigi-las e mais ainda... perceber o que poderíamos estar fazendo de bom e negligenciamos com a desculpa de que não é de nossa responsabilidade.

Seremos cobrados por nossa consciência, não somente pelo mal que fizermos, mas também pelo bem que deixamos de fazer.

Vale refletir!